Qualquer semelhança com a vida real...
Chego quase sempre acompanhada e de madrugada. Vejo ainda algumas pessoas passeando aos finais de semana e feriados, curtindo o tempo de folga com os amigos... mas havia rostos estranhos na cidade onde nasci - onde se conhece quase todo mundo, pelo menos de vista, e sabe-se da vida de todos. Reconheci pouca gente, praticamente ninguém, ao entrar na cidade.
Muitos amigos se mudaram em busca de sonhos, mas sei que eles retornam, assim como eu, sempre que podem. Mas, estranhamente, naquele dia me senti sozinha. Questionei se minha companhia conhecia alguma daquelas pessoas... o não foi retumbante e pensativo... fiquei com aquilo na cabeça.
No dia seguinte percebi que os estranhos eram notívagos... não os vi durante o dia no comércio trabalhando ou consumindo. Por várias vezes que retornei à minha cidade tive essa sensação e fui comprovando minha primeira impressão.
Reparava nos notívagos e fui percebendo que as roupas, apesar de eu ser alguém que não liga para roupas e aceita todo o tipo de estilo, marcavam aquelas pessoas de um jeito agressivo e indigesto... na verdade muito mais as atitudes do que as roupas, mas pelas roupas pude agrupá-los:
As garotas quase crianças, com trejeitos vulgares de mulher e muita maquiagem, roupas muito curtas, muito transparentes, muito coladas, muito coloridas... tudo isto, tudo junto...
Os garotos, não mais do que isto, com roupas largas, estampadas e caindo... sempre encarando, sempre espreitando, sempre mexendo com outras pessoas...
Todos com cigarros e latas nas mãos e uma atitude explosiva, quase violenta, sem respeito mesmo pelos integrantes do grupo. Aos gritos suas gírias e palavrões se espalhavam, sem o menor constrangimento; mas constrangendo alguns desavisados ao seu redor. Aqueles que simplesmente conversavam faziam isto ocultos pelas sombras das copas das árvores ou em lugares mal iluminados...
Eles intimidam e as ruas são tomadas. Os conhecidos se recolhem aos recintos fechados... há um aprisionamento não declarado e acredito que não percebido por uma parcela da população por esta minoria “estrangeira” (sei que não nasceram aqui).
Ao raiar do dia os notívagos retornam ao buraco de onde saíram e é como se nada tivesse acontecido... sendo apenas crianças devem retornar aos seus pais... mas que tipo de pais?!
Chego quase sempre acompanhada e de madrugada. Vejo ainda algumas pessoas passeando aos finais de semana e feriados, curtindo o tempo de folga com os amigos... mas havia rostos estranhos na cidade onde nasci - onde se conhece quase todo mundo, pelo menos de vista, e sabe-se da vida de todos. Reconheci pouca gente, praticamente ninguém, ao entrar na cidade.
Muitos amigos se mudaram em busca de sonhos, mas sei que eles retornam, assim como eu, sempre que podem. Mas, estranhamente, naquele dia me senti sozinha. Questionei se minha companhia conhecia alguma daquelas pessoas... o não foi retumbante e pensativo... fiquei com aquilo na cabeça.
No dia seguinte percebi que os estranhos eram notívagos... não os vi durante o dia no comércio trabalhando ou consumindo. Por várias vezes que retornei à minha cidade tive essa sensação e fui comprovando minha primeira impressão.
Reparava nos notívagos e fui percebendo que as roupas, apesar de eu ser alguém que não liga para roupas e aceita todo o tipo de estilo, marcavam aquelas pessoas de um jeito agressivo e indigesto... na verdade muito mais as atitudes do que as roupas, mas pelas roupas pude agrupá-los:
As garotas quase crianças, com trejeitos vulgares de mulher e muita maquiagem, roupas muito curtas, muito transparentes, muito coladas, muito coloridas... tudo isto, tudo junto...
Os garotos, não mais do que isto, com roupas largas, estampadas e caindo... sempre encarando, sempre espreitando, sempre mexendo com outras pessoas...
Todos com cigarros e latas nas mãos e uma atitude explosiva, quase violenta, sem respeito mesmo pelos integrantes do grupo. Aos gritos suas gírias e palavrões se espalhavam, sem o menor constrangimento; mas constrangendo alguns desavisados ao seu redor. Aqueles que simplesmente conversavam faziam isto ocultos pelas sombras das copas das árvores ou em lugares mal iluminados...
Eles intimidam e as ruas são tomadas. Os conhecidos se recolhem aos recintos fechados... há um aprisionamento não declarado e acredito que não percebido por uma parcela da população por esta minoria “estrangeira” (sei que não nasceram aqui).
Ao raiar do dia os notívagos retornam ao buraco de onde saíram e é como se nada tivesse acontecido... sendo apenas crianças devem retornar aos seus pais... mas que tipo de pais?!
Um comentário:
ESPERANDO ATUALIZAÇÃO...CARINHO SEMPRE...
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